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31/10/2018

Exportação é tema do evento “Pensar grande, começar pequeno”

Empresários que buscam oportunidade no mercado internacional estiveram na Microempa buscando informações sobre exportação.

Empresários se reuniram na terça-feira (30.10) no evento “Pensar grande, começar pequeno”, na sede da Microempa, em Caxias do Sul. O presidente da Microempa, Jovenil Vitt Lima, lembrou que o papel da Microempa é promover iniciativas que podem servir de exemplo para outras empresas, contribuindo com informações para levar os produtos para fora do país: “Temos um potencial industrial imenso para alguns produtos e o mercado externo possui possibilidades de negócios e os empresários devem se unir cada vez mais e cobrar dos políticos que nos representam para que o país se desenvolva e cresça”, disse. Com dois anos de existência, o grupo setorial de exportação, o Microex possui quatro empresários que exportam através do Projeto Colômbia para prospecção de mercados. Além disso, o grupo setorial conta com a assessoria de alunos da FSG e da FTEC, promovendo e participando de workshops, palestras e feiras.
“A exportação como oportunidade de negócios” foi a palestra apresentada pelo executivo internacional Celso Martins, que abordou o melhor caminho de exportação para as indústrias gaúchas. Ele lembrou que a empresa precisa estar preparada para exportar e por isso é preciso ter um marketing estratégico que defina como se posicionar para a exportação. Os passos para começar pequeno e pensar grande envolvem chegar a novos mercados, levando a novos produtos que precisam ser desenvolvidos. Segundo ele, os três países próximos não são industrializados, o que exige transporte terrestre e acesso facilitado por mostrar uma dificuldade menor em relação aos outros e projetar a mesma perspectiva de vendas: “Após reestruturar a empresa para exportar, o próximo passo é a Colômbia, que está no Mercosul desde 2004. Desde 2014, as taxas estão baixando em relação ao imposto de exportação”, informou . Como a Colômbia está próxima dos Estados Unidos e é muito próxima do mercado americano, fatores como o frete marítimo e o perfil do consumidor exigente são dois fatores a considerar. Celso destacou que para chegar à América Central, é importante ter um estoque na Flórida para atender o consumidor de lá. Micro e pequenas empresas devem pensar na complexidade das ações que a exportação envolve. Quando já existir um material já desenvolvido em espanhol, com os trâmites terrestres e marítimos desenvolvidos, para ir para a língua inglesa, a África do Sul, com 400 milhões de habitantes, exigem inglês afinado e MKT estratégico agressivo. Já a Nigéria não é recomendada porque é um mercado delicado, enquanto o Egito possui um mercado fechado. No que se refere a Oriente Médio, é possível começar pelos Emirados Árabes. Na Europa, países como Espanha, Turquia e Alemanha são interessantes para desenvolver parceria com uma empresa dessas regiões. De acordo com Celso, a lucratividade é o dobro do mercado interno. Como a região dos Estados Unidos é trabalhosa para entrar, a inserção deve ser por Houston com uma leitura atenta ao mercado para apresentar o produto: “Crie parcerias, invista em inovação, busque opções de logística diferenciadas, desenvolva a mentalidade de acreditar no serviço de exportação e invista em formar pessoas que ajudem a empresa da região a chegar no mercado externo, pois é preciso preencher a lacuna de falta de material humano para exportar”, desafiou Celso ao finalizar a palestra.
Na segunda palestra da noite sobre o “Desafio da competitividade no mercado internacional”, Valtoir Clarencio Perini, que passou por experiências profissionais por quase 38 anos na Randon como gerente de vendas nacionais, falou sobre o dia a dia para uma empresa que quer exportar. Ele iniciou dizendo que é preciso que toda a empresa tenha conhecimento de que é preciso exportar para se integrar no mercado internacional. Lembrou que o produto deve ser adequado às exigências do país e é preciso uma pessoa de referência para negociar: “Criar afinidade com o representante importador para desenvolver as empresas é uma estratégia vital”, afirmou. Para ele, o relacionamento de confiança da empresa com o parceiro do outro país contribui para as condições da empresa e no comprometimento de atender o que ele quer de produto. Além disso, é preciso trabalhar divulgação da marca e do produto para que o consumidor saiba que a empresa existe. Segundo ele, exportar dá trabalho, mas é preciso destinar percentual para exportar. Afinal, uma empresa exportadora tem capacidade de competir com o mundo inteiro em igualdade. Valtoir disse que quando uma empresa entra no mercado internacional, passa a ser comparada no mercado com tecnologia, funcionários qualificados e com produto de qualidade, motivando a qualificar o produto. “O mercado de exportação propicia aprendizado e fortalece as empresas com uma inserção maior na economia”, sinalizou destacando que é um entusiasta do comércio internacional.
O evento “Pensar grande, começar pequeno” é uma realização da Microempa, por meio do grupo setorial de exportação, o Microex.


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