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28/11/2018

4º Fórum Estadual da Economia Criativa motiva o poder inspirador da criatividade

Profissionais criativos se encontraram na Fabbrica, em Caxias do Sul, e conheceram cases sobre o tema "Capital Humano, reinventando o seu negócio".

             O 4º Fórum Estadual de Economia Criativa foi um convite para participar de workshops, palestras e reunião-almoço em uma promoção do Grupo Setorial de Economia Criativa (GSEC), através da Microempa, no dia 27 de novembro, na Fabbrica, em Caxias do Sul.
                Criada com o intuito de disseminar a economia criativa como geração de renda no Rio Grande do Sul, a 4ª edição teve o objetivo de promover o networking entre os empreendedores de negócios criativos e construiu um debate que motivou os participantes a se reinventar nos negócios por meio do capital humano.
               O presidente da Microempa, Jovenil Vitt Lima, destacou que esta edição do 4º Fórum é a primeira estadual: "Pessoas viram a oportunidade de buscar novos conhecimentos e ideias para que novos objetivos sejam alcançados e é por isso que estamos aqui", disse. A coordenadora do grupo setorial de Economia Criativa, Vanessa Kukul, destacou que a criatividade tem o poder de mudar o mundo, gerando esperança e negócios: "Temos esse poder único de nos comunicar criativamente. Todos somos criativos, a criatividade vem de nossas experiências e é preciso olhar para as empresas criativas como inspiração em nossos negócios", destacou.
              A primeira palestra "Economia Criativa e Gastronomia", com Tiago Schmitz, foi comandada pelo fundador da Charlie Brownie. Tiago convidou a refletir sobre o propósito de vida de cada um: "A vida é uma montanha russa, a gente só controla como vai agir diante das situações", lembrou. Ele iniciou com uma cafeteria e em dois anos de marca criou um bar com doces e drinks. Saiu dos brownies e hoje atua na área de confeitaria. Foi a marcante relação com a avó, referência de vida dele, que acompanhava para fazer doces com ela que o fez ver a possibilidade de criar uma nova vida: "Comecei com a receita da minha avó na cozinha da minha irmã e criei um mapa do que eu queria fazer. O primeiro evento foi em uma Festa Junina com banca de brownie. Não entendia de gastronomia e de consumo. Vendi seiscentas fatias", contou. O empreendedor começou a produzir em uma casa abandonada as tirinhas do Charlie Brown pra embalar os brownies que produzia, iniciou com uma página no Facebook e um Instagram e logo conquistou parcerias com grandes marcas pelo propósito da empresa. "Eu quero que as pessoas tenham uma experiência de comer um doce e beber um bom drink", disse. Hoje as pessoas acima de 65 anos podem ir a Charlie tomar um café e comer um doce gratuitamente. Além disso, a Charlie apoia ações sociais e iniciativas que defendam a diversidade.
              Na palestra "Economia Criativa, Moda e Sustentabilidade", Fabiano Bladt, fundador da Ustemp, apresentou o negócio que investe em produtos fora de série, com customização com 100% produção por demanda, foco no e-commerce e zero origem animal. Eles produzem calçados customizados e mochilas, trabalhando com a estampa como diferencial. Eles criaram uma fábrica em prédio antigo de laticínios reformada em Lajeado. Além disso, utilizam criações de artistas e 65% das vendas são via smartphone. A Usthemp surgiu de muitos brainstorms, veio de YourStamp, e criou um sistema que permite que cada um crie a própria arte, que é convertida em produto instantaneamente, além de buscar parceria com artistas para criar estampas. A empresa trabalha em três linhas: o "Faça Você Mesmo", simulando o resultado no calçado que é produzido, feito especialmente para o cliente; as roupas usadas que são utilizadas para fazer calçados em um reaproveitamento por algo novo e também o "Custom co-creation", que é a arte de fazer juntos, participando de todo o processo de criação do calçado.              
             No Painel Empreendedores Criativos, participaram André Flores, da Free Walk POA, Eduardo Seelig Hommerding e Guilherme Massena, da Dobra, e Sergginho Branchi, da Casa Branchi, com a mediação de Vanessa Kukul. André iniciou falando sobre a importância de dar o primeiro passo para começar e disse que o mais importante é sempre o próximo. Para isso, é importante entender quem está participando. Assim, foram criando as histórias ao invés de falar sobre datas. Buscaram associar o lugar que conhecem ao dia a dia da cidade. Começaram com amigos e hoje são 13 voluntários. A ideia é que seja uma plataforma para realizar coisas legais e chegar a algum lugar: "No mundo da inovação, é importante lembrar de onde a gente veio", finalizou. Eduardo Seelig Hommerding e Guilherme Massena, da Dobra, afirmou que a filosofia da empresa é o zero estoque, com itens feitos um a um, em Campo Bom: "Essa é a nova era, mais humana, colaborativa, sustentável e social", afirmou Eduardo. Eles investiram na produção sob demanda com post-it personalizado. A produção é local e o cliente recebe o item embalado em caixa para gerar uma surpresa e entregar algo útil para o cliente: "Abrimos o molde de graça e as pessoas começaram a copiar a Dobra e criamos o site comocopiaradobra.com.br", disse. Sergginho Branchi, da Casa Branchi, contou que desde o início, queria transformar pessoas na melhor versão delas. Com 14 anos, começou a trabalhar no bairro Desvio Rizzo, mas foi para o centro da cidade por causa de um incêndio no espaço. Foi trabalhar em um salão para aprender sobre como iniciar o próprio negócio. Em 1994, a irmã passou a trabalhar junto com o cabeleireiro, dando suporte para o negócio. Sergginho era conhecido por ser ousado demais e após 25 anos de profissão, comprou uma casa e reformou para ser o Centro de Beleza, que sempre sonhou, acolhendo as pessoas para conquistar o próprio espaço. Após conhecer a história deles, a coordenadora do grupo setorial de Economia Criativa, Vanessa Kukul, fez a mediação do debate com a participação do público.
           A palestra master de Lucas Foster, especialista em Economia Criativa, diretor da Project Hub e idealizador do Prêmio Brasil Criativo, foi a escolhida para o fim do dia. Ele trouxe a importância de influenciar criativos para alcançar um mundo de oportunidades. Ao analisar a economia mundial, ele destacou a importância de crescer gradativamente como negócio. Segundo Lucas, o mercado internacional tem uma esperança no Brasil como líder econômico da América Latina. Países como Japão e Alemanha vão perder lugar no cenário mundial e por isso é essencial direcionar o olhar para a Ásia. "Não existe negócio sem tecnologia hoje. A invasão da tecnologia é real e cada vez mais forte com renovação de tecnologias constante", afirmou. Lucas pontuou sobre o crescimento do PIB da China em face da perspectiva de 1% no Brasil. A transição geográfica e climática na terra são as mudanças que mais preocupam a humanidade. As criptomoedas (bitcoin) são um movimento muito emergente, mas ainda está longe do dinheiro que circula no mundo. "O que define o que você pode ou não fazer no seu negócio chama-se capital de giro. Essa é a maior armadilha para qualquer empreendedor quando fatores externos impactam nos negócios", alertou. Tudo isso afeta o mundo em que vivemos motivando uma transformação no conceito de viver, transformação do território, na forma em que as pessoas se relacionam com dinheiro e sobre a revolução dos sentidos (economia da experiência). Afinal, quem vai criar essa realidade virtual é quem trabalha com Economia Criativa. "Criar conexão entre a indústria e o ecossistema de economia criativa é essencial para uma cidade como Caxias do Sul sobreviver às mudanças atuais", alertou. Ele destacou a importância de desafiar o status quo, exercitando a liberdade, a diversidade e a paixão pelo futuro, pelo novo.

 


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