CACB participa de sessão solene no Plenário Nacional nesta terça-feira (7) em prol da atualização da tabela do Simples Nacional. Ação acontece em alusão ao Dia Nacional das MPEs, celebrado no dia 5 deste mês.

A Microempa apoia a campanha “Eu sou pela micro e pequena empresa”, lançada pela Confederação das Associações Comerciais do Brasil (CACB) no dia 1º de outubro. A iniciativa visa mobilizar o setor produtivo, parlamentares e a sociedade para fortalecer as pautas de interesse dos empreendedores que representam a maior parte dos negócios do país.
Uma das ações que integra a campanha é a participação da CACB na sessão solene em homenagem ao Dia Nacional das Micro e Pequenas Empresas, celebrado no último domingo, 5 de outubro. O evento oficial acontece na manhã de hoje (07 de outubro), no Plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília. Na oportunidade, Alfredo Cotait Neto, presidente da confederação, defende necessidades e direitos do setor que envolve 23 milhões de empreendedores e gera 55% dos postos de trabalho.
“Damos todo apoio à essa base que representa 95% dos negócios do país e são o grande motor da economia brasileira”, defende Cotait.
A principal pauta a ser debatida é a atualização da tabela de enquadramento do Simples Nacional, que está sem reajuste desde 2018. Segundo a CACB, a defasagem é de 83%, por isso pleiteia o aumento do limite anual do MEI para R$ 144.913,41; da Microempresa para R$ 869.480,42 e da empresa de pequeno porte para R$ 8.694.804,31.
A ação neste mês é simbólica. Em publicação no site oficial, a CACB destaca que “a data comemorativa confere justiça aos brasileiros que são protagonistas na geração de empregos, na movimentação da economia local e na construção de soluções que atendem às necessidades da sociedade”.
A Microempa apoia e reafirma seu compromisso com a defesa das empresas de micro e pequeno porte e com o fortalecimento das políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do setor.
Dados do SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), informam que cerca de 96,7 milhões de pessoas, depende direta ou indiretamente da renda proveniente dos pequenos negócios. As informações foram divulgadas na segunda edição do Atlas dos Pequenos Negócios em setembro deste ano.
O estudo considera os microempreendedores individuais e as micro e pequenas empresas cuja atividade representa a principal fonte de sustento. Com base no tamanho médio das famílias desses empreendedores, o levantamento calcula que 43,7 milhões de pessoas dependem diretamente da renda gerada por esses negócios.
Informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) indicam que, em agosto de 2025, microempresas e empresas de pequeno porte responderam por 84,5% das contratações no país, somando 147,3 mil novas vagas. No acumulado dos oito primeiros meses do ano, essas empresas criaram 982,9 mil empregos formais.
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